segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Bairro da Várzea

Por Antonio Junior
A Várzea é um bairro do Recife que teve as suas terras colonizadas no inicio do século XVI por portugueses que iniciaram a povoação do estado de Pernambuco.
Esta colonização se deve principalmente por conta do plantio de cana de açúcar, que precisava de terras férteis e facilidade na irrigação o que era possível graças à proximidade do rio Capibaribe, com estas facilidades, logo se instalaram na região vários engenhos de açúcar.
O primeiro engenho da região foi o de Santo Antônio, no entanto, foi o Engenho São João que se tornou mais conhecido.
No final da 1ª metade do século XIX, com o comércio crescendo no Centro do Recife, esses engenhos antigos, incluindo o São João, foram transformados em celeiros da cidade, com plantio de alface, feijão e frutas, além da cana.




A região da Várzea virou uma disputada colônia de férias, as águas cristalinas do rio atraíam recifenses que vinham de todas as partes da cidade. Esses banhos (que diziam ter poder de cura) movimentaram a localidade até 1880, quando teve início a poluição do Capibaribe e a colônia de férias perdeu força.
Segundo o historiador Pereira da Costa (Arredores do Recife), “na freguesia da Várzea”, no Engenho São João, diz que em 1645 se discutiram os planos de revolta contra os holandeses”. No período da guerra da restauração (1645-1654), funcionou na freguesia da Várzea “toda a governança e mecanismo oficial da capitania de Pernambuco”.

Com sua colonização tão precoce, o bairro da várzea foi favorecido com a construção de prédios que ainda hoje são referências e servem de roteiro para visitas, como exemplo temos na praça matriz da Várzea onde estão as duas igrejas a de Nossa Senhora do Rosário ao centro e a igreja de Nossa Senhora do Livramento.

A primeira capela da Várzea dataria de 1612, hoje Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário.
Nela foi sepultado, em 1648, Dom Antônio Felipe Camarão, governador dos índios e que se destacou nas lutas para a expulsão dos holandeses na capitania de Pernambuco. Na sacristia da igreja, escavações recentes desenvolvidas sob orientação do departamento de Arqueologia da UFPE, foi encontrado o cemitério das vítimas das duas Batalhas dos Guararapes (1648 e 1649).

 

É referencia também na Várzea os vários casarões que chamam a atenção para o bucolismo da Várzea dos nossos dias, salientando-se dentre eles o que serve de sede ao Educandário Magalhães Bastos, no final da Rua Francisco Lacerda.

Construído em 1897 por Napoleão Duarte, o prédio destinava-se, segundo a placa comemorativa, ao "Asilo da Infância Desvalida, de ambos os sexos, fundado por Antônio José de Magalhães Bastos, comerciante que foi nesta cidade".
Além de possuir toda essa estrutura, a Várzea ainda é privilegiada pela sua localização, o bairro se encontra muito próximo a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),como também o Centro Federal de Educação de Pernambuco (CEFET-PE), e a Universidade Rural de Pernambuco (UFRPE), sendo assim, ela consegue abrigar vários estudantes que vem de outros estados, municípios em busca de uma melhor formação, e estadia. 

A praça da Várzea é sede dos principais eventos culturais do bairro,  a área conta com aproximadamente 700 metros quadrados, espaços para apresentações culturais e para desenvolvimento de atividades corporais; salas para avaliações físicas, pista de cooper,


área de conveniência equipada com mesas e cadeiras; quadra de esporte, balanços e escorregos para criançada, pranchas abdominais e barras de alongamento. O espaço conta também com rampas de acesso em toda estrutura da praça, assim como no banheiro, com barras de suporte e piso táteis.

Com uma área não tão grande, mas de igual importância para a população da Várzea, a praça de alimentação da Várzea tem um grande número de quiosques divididos entre bares e lanchonetes por onde passam diariamente centenas de pessoas para se alimentarem e beberem após o expediente ou nos finais de semana, que tem um grande numero de frequentadores.

Com a sua família fazendo parte da história da Varzea, os Brennands são um capitulo a parte desta história, por este motivo citaremos aqui apenas os prédios que sugerimos para visitas:  A Oficina Cerâmica Francisco Brennand é ao mesmo tempo oficina e museu. Cercados por jardins encontram-se exposições permanentes representadas por murais, esculturas e painéis, cerca de 2.000 peças de grande e médio porte. Um lugar único no mundo, a oficina constitui-se num conjunto arquitetônico monumental original, onde a obra se associa à arquitetura para dar forma a um universo dionisíaco, subterrâneo, sexual e religioso Recife.


O Instituto Ricardo Brennand é um complexo formado pelo castelo, pinacoteca e biblioteca voltado à preservação da arte e da cultura. O instituto foi fundado em 2002 com o objetivo de levar aprendizado a grandes parcelas da população.

Gastronomia na Várzea
A várzea tem uma característica única no Recife, por ser também, hoje em dia, uma cidade universitária, muito do seu perfil esta direcionado para este publico. Passou a ter uma variedade grande de opções de restaurantes e este grande numero se deve por dois motivos, basicamente: um é o fato de ter um fluxo diário médio, de 15.000 alunos universitários e funcionários , e o outro é que muitos destes alunos e funcionários vem de cidades do interior para morar nas proximidades da universidade, elevando o número de habitantes, e trazem de sua região preferencias culinárias bastante distintas.

Como reflexo dessa diversidade cultural, encontramos na Várzea muitas churrascarias, Pizzarias, restaurantes de comida japonesa e chinesa, bares e restaurantes.
Como referência, cito aqui alguns dos restaurantes que mais gosto de frequentar, por ter uma boa comida, ambiente agradável e preço bastante atraente, são eles:
Carpa de Ouro, Recanto da Várzea, Brazzettos e Recanto Pernambucano.


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